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Tomar decisões mais embasadas e produzir mais em menos tempo, deixando mais tempo para a análise de dados do que para a execução de trabalhos repetitivos. Esses são apenas alguns dos benefícios da contabilidade digital, tendência crescente nas empresas brasileiras.

Quais são as mudanças da declaração de Imposto de Renda de 2019?

Com o final do mês de fevereiro, é chegada a hora de pensar em uma obrigação anual para uma boa parcela dos cidadãos: a declaração de Imposto de Renda. As mudanças do Imposto de Renda 2019 são sutis, mas é preciso ficar atento a elas.

O reajuste para 2019, de acordo com a tabela divulgada pela Receita Federal, ficou abaixo do índice de inflação. Com isso, a cada ano que passa (uma vez que a tabela não sofre atualizações desde 2015), a carga tributária tem um peso maior no orçamento dos trabalhadores.
Com o novo governo do presidente Jair Bolsonaro, é bem possível que para 2020 tenhamos mudanças mais significativas no sistema de cobrança – sejam elas positivas ou negativas.
Nesse artigo, listamos tudo o que você precisa saber para começar a planejar a sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2019.

Tabela de Alíquotas do Imposto de Renda 2019

A faixa de isenção para a Declaração de Imposto de Renda em 2019 agora é para quem ganhou, no ano-base de 2018, o valor de até R$ 22.847,76. Quem teve um rendimento abaixo desse valor está isento de qualquer pagamento e não precisa também enviar a declaração.



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Já os que receberam valores acima disso, além de serem obrigados a fazer a declaração de IRPF 2019, devem ainda ficar atentos às alíquotas de contribuição. Para esse ano, elas são as seguintes:
  • Ganhos entre R$ 22.847,77 e R$ 33.910,80 – a alíquota é de 7,5% e a parcela de dedução é de R$ 1.713,58;
  • Ganhos entre R$ 33.919,81 e R$ 45.012,60 – a alíquota é de 15% e a parcela de dedução é de R$ 4.257,57;
  • Ganhos entre R$ 45.012,61 e R$ 55.976,16 – a alíquota é de 22,5% e a parcela de dedução é de R$ 7.633,51;
  • Ganhos acima de R$ 55.976,16 – a alíquota é de 27,5% e a parcela a deduzir é de R$ 10.432,32.
Além disso, ainda que não tenham atingido o valo mínimo de rendimentos, aqueles que realizaram operações financeiras na Bolsa de Valores; aqueles que têm bens móveis e imóveis que estejam avaliados acima de R$ 300 mil; e quem teve rendimentos não tributáveis no ano anterior cujos valores ultrapassem os R$ 40 mil também devem entregar a declaração.

Tabela de Alíquotas do IRPF 2019 – Imposto Retido na Fonte

Os trabalhadores assalariados, ou seja, aqueles que têm carteira assinada, já têm o seu Imposto de Renda retido na fonte todos os meses. Da mesma forma, a alíquota de desconto acontece levando-se em consideração a faixa salarial: quanto maior o ganho mensal (bruto), maior o desconto. Confira abaixo como ficou a tabela para 2019:
  • Ganhos de até R$ 1.903,08 – isento;
  • Ganhos de R$ 1.903,09 até R$ 2.826,65 – a alíquota é de 7,5% e a parcela a deduzir é de R$ 142,80;
  • Ganhos de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – a alíquota é de 15% e a parcela a deduzir é de R$ 354,80;
  • Ganhos de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – a alíquota é de 22,5% e a parcela a deduzir é de R$ 636,13;
  • Ganhos acima de R$ 4.664,69 – a alíquota é de 27,5% e a parcela a deduzir é de R$ 839,36.

Qual é o cronograma de entrega da declaração IRPF 2019?

A Receita Federal já divulgou também o cronograma da entrega da Declaração de Imposto de Renda 2019. O não cumprimento dos prazos ou a entrega da declaração com itens incorretos fará com que você caia na malha fina, tendo que pagar multas que podem superar 50% sobre o valor devido.
No mês de fevereiro ainda, a Receita Federal deve liberar em seu site oficial o programa de geração da declaração de Imposto de Renda 2019. É importante salientar que os programas utilizados em anos anteriores não são válidos. Portanto, é preciso aguardar para fazer o download do aplicativo correto.
A partir do dia 1º de março de 2019 tem início o prazo para envio da declaração. Ele se estende até o dia 28 de abril de 2019, às 23h59m59s. Nós recomendamos que você não deixe para a última hora e já comece a reunir os documentos necessários para o preenchimento do aplicativo.

Novidades para 2019: mais informações devem ser fornecidas

Em 2018, a Receita Federal instituiu algumas pequenas mudanças na Declaração de Imposto de Renda visando obter informações mais precisas sobre os contribuintes. Foi preciso, por exemplo, informar o CPF de todos os dependentes com 8 anos de idade ou mais.
Para 2019, a obrigação da inclusão do CPF passa a ser para todos os dependentes, independentemente da sua idade. Portanto, se você tem filhos recém-nascidos ou crianças com menos de 8 anos e que ainda não possuam um número de CPF, é fundamental providenciar esse documento e fazê-lo constar na declaração.
Além disso, em 2018 foram incluídos novos campos na declaração de bens. Até o ano passado o preenchimento era opcional, mas a partir da declaração deste ano eles passam a ser obrigatórios.
Os novos campos incluem número de registros, área, localização e CNPJ de empresas e instituições financeiras. No caso dos imóveis, por exemplo, será preciso informar a data de aquisição, área do imóvel, registro de inscrição no órgão público e registro no Cartório de Imóveis.
Veículos, aeronaves e embarcações precisam vir acompanhados do número do Renavam ou o registro correspondente do órgão fiscalizador. Por fim, contas correntes e aplicações financeiras devem indicar o CNPJ da instituição financeira.
Por fim, uma novidade incluída no ano passado foi mantida para esse ano. O uso de um único programa para geração e envio da declaração bem como para emissão da DARF.
O Programa Gerador da Declaração (PGD) permite a impressão da DARF para pagamento de todas as quotas do imposto, inclusive as em atraso. Na impressão, será acrescido os juros referenciados pela Selic, calculados sempre a partir de 01 de maio de 2018 até ao mês anterior do pagamento – e de 1% no mês do pagamento.
Se o pagamento for feito após o vencimento, o valor será acrescido de 0,33% ao dia até um limite máximo de 20%. Caso o pagamento seja feito após o prazo, além dos juros Selic incidirá uma multa sobre o valor.


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