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COOPERATIVAS: Regulamentações podem impulsionar mercado de cooperativas de crédito

A manutenção e as novas regulamentações para as cooperativas de crédito podem alavancar o setor acima do atual crescimento de 25%. Com ambiente político difícil, porém, propostas devem ficar para 2018, incentivando maior cautela entre associados.

Além da consulta pública - disposta pelo Banco Central (BC) na semana passada - com propostas para tornar a regulamentação das cooperativas de crédito mais simples, o sistema também aguarda pela votação no Plenário da Câmara do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 100/2011 - o qual possibilitaria que órgãos públicos municipais que tenham disponibilidade de caixa, depositem seus recursos financeiros nas cooperativas de crédito.

Segundo o presidente da Central Sicredi do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, Manfred Alfonso Dasenbrock, ambos os projetos viabilizam o crescimento do sistema cooperativo, tanto em relação ao número de cooperados e operações como também na atuação em lugares nos quais "os bancos estão fechando agências".

"De um lado, o projeto de lei viabilizaria não apenas uma maior fiscalização da prefeitura pelos cooperados, mas a captação de dinheiro que se voltaria para o próprio município. De outro, a desburocratização é fundamental para gerar maior conhecimento sobre o sistema", avalia.

Ele reforça, porém, que o crescimento ficará "dentro da capacidade das cooperativas".

"Não será uma expansão fantástica porque não temos gente completamente preparada para isso. Mas apesar de todo o tempo necessário de adequação das propostas no cooperativismo, precisamos disso para superar o crescimento já alto que temos", acrescenta o executivo.

Com a grande força no agronegócio, a média de crescimento do sistema cooperativo foi de 25% em 2016. No primeiro semestre deste ano, os dados preliminares apontam um avanço de cerca de 10% no número de cooperados e uma média de 20% em depósitos.

De acordo com o coordenador do ramo de crédito da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Thiago Abrantes, a base parlamentar tem "reforçado a importância do projeto" e já está em um "estágio avançado de tramitação". "O projeto já está com regime de urgência aprovado e dependemos única e exclusivamente da boa vontade da presidência da câmara dos deputados", comenta Abrantes.

Simplificação

Já sobre a consulta pública para desburocratização das regulações das cooperativas de crédito pelo Banco Central, o executivo da OCB pondera ser uma "tendência" do setor no curto e médio prazo. "Faz parte da agenda e conta com uma adequação normativa com base na exposição ao risco", diz.

Para o diretor operacional do Sicoob Confederação, Fracisco Reposse Júnior, o movimento pode, inclusive, colaborar para uma redução mais forte nas taxas de juros.

"Em termos de custo, a tendência é que os juros caiam e que o sistema cooperativo fique ainda mais barato. Assim como no projeto de lei, é lógico que quando saem regulamentações novas ou manutenções, cada instituição do sistema financeiro demonstra um interesse, mas tudo tem sido visto com bons olhos. É um remédio sem contraindicação", afirma o executivo.

Conforme noticiado pelo DCI em dezembro de 2016, o projeto de lei, por exemplo, teria sua aprovação atrasada por pressão dos grandes bancos por maior rigidez. No plenário desde outubro do ano passado e esperando aprovação desde março de 2017, o PLP já teve a votação adiada mais de dez vezes no Plenário da Câmara.

Outro ponto abordado pelos especialistas, é o Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), ferramenta que garante até R$ 250 mil em empréstimos e iguala o sistema cooperativista ao bancário.

Segundo Dasenbrock, a expectativa é que haja uma "consolidação maior" na regulamentação do fundo garantidor. "São avanços específicos que priorizam fiscalização e controle. Mas a flexibilização que o BC traria também tornaria o processo mais saudável", completa o presidente do Sicredi.

Torneiras abertas

Em linhas gerais, os especialistas consultados ponderam que o crescimento do primeiro semestre já apresenta uma alta média de 20% no sistema cooperativista e que, para os próximos meses, a expectativa é de aumento ainda maior.

"Todos nós sentimos a crise política de maio, mas a vida continua no mercado financeiro. Não crescemos tanto nas operações de crédito, mas a captação do mercado tem crescido significativamente", afirma Reposse, do Sicoob.

"O cenário ainda não é o ideal, mas melhorou um pouco. Seguindo com análise de crédito, o lema é cautela, mas sem fechar as torneiras", conclui Abrantes, da OCB.

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Isabela Bolzani
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