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Receita vai dar tratamento ‘VIP’ para empresas que pagam impostos em dia

BRASÍLIA - A Receita Federal vai criar um sistema de notas para premiar empresas que são boas pagadoras de impostos. A ideia é classificar cerca de 7 milhões de empresas como A, B ou C. Receberão a nota máxima aquelas que estão adimplentes com o Fisco, que entregaram suas declarações em dia e têm situação cadastral regularizada.

Transformação digital de empresas: como aumentar a capacidade de produção

Como um líder de manufatura, você deve se concentrar em inovação e tecnologia para melhorar a eficiência e o desempenho de suas empresas. Você precisa inventar estratégias para tornar a sua organização relevante e competitiva em uma época na qual a digitalização dos processos de manufatura é uma necessidade.


A indústria 4.0 é a grande razão pela qual a transformação digital de empresas se tornou tão importante. Seguindo uma visão de fábricas interconectadas, a indústria 4.0 transformou a manufatura em um setor repleto de dispositivos conectados e plataformas que usam dados coletados no mundo físico.

A importância da indústria 4.0 para transformação digital de empresas

A indústria 4.0 conecta tecnologia de produção de sistemas embarcados com processos de manufatura inteligentes. Ela é transformadora para o setor de fabricação, uma vez que permite que você entenda melhor seus processos, seus produtos e como os seus clientes os utilizam.

Ela permitirá ainda que você colete informações em tempo real em toda a cadeia de suprimentos, desde os fornecedores até os usuários, e analise e utilize esses dados para melhorar e aumentar a sua operação, projetos e produtos através de uma resposta instantânea.

Adrian Davis, diretor-geral na (ISC)², diz que a indústria 4.0 poderia proporcionar uma série de benefícios para a empresa, com um nível de detalhes inimaginável.

“Com uma maior percepção sobre seus produtos, os fabricantes podem modificá-los para torná-los mais atraentes aos possíveis compradores e mais úteis aos atuais clientes, e projetá-los de forma que se tornem menos propenso a erros e mais seguro e protegidos. Em última análise, permitirá que fabricantes atendam melhor aos seus clientes e satisfaçam as suas expectativas. Preparar-se para a indústria 4.0 agora significa ficar à frente da maioria e garantir que os concorrentes não ficarão em posição de vantagem”, explica.

Muitos grandes fabricantes já estão adiantados na construção de sistemas ciberfísicos – colaborando com entidades computacionais que estão em conexão intensa com o mundo físico e seus processos em funcionamento, prestando e usando serviços de acesso e processamento de dados na internet. A lista inclui:

  1. Sensores da internet das coisas, que podem permitir que dispositivos físicos, como veículos, coletem e façam o intercâmbio de dados.
  2. A análise preditiva e os dados de grande volume, que permitem a você entender as enormes quantidades de informações que a sua empresa pode coletar.
  3. nteligência artificial e computação cognitiva, que é a simulação de processos do pensamento humano num modelo computadorizado, envolvendo sistemas de autoaprendizagem usando mineração de dados, reconhecimento de padrões e processamento de linguagem natural.
  4. Robótica, ramo da tecnologia que lida como o projeto, construção, operação e aplicação de robôs.
  5. Impressão 3D, ou “fabricação aditiva”, o processo de fabricar objetos em 3D a partir de arquivos digitais.


A sua fábrica deve se comprometer com a transformação digital da empresa

Antes de a sua empresa poder pensar em explorar estas novas formas de produzir serviços e produtos inéditos, será necessário que você mude os seus processos ou até mesmo o seu modelo de negócios.

De acordo com a Aberdeen, empresa de tecnologia e de soluções, modernizar os sistemas da empresa vem em segundo lugar, logo atrás do aumento da lucratividade/crescimento da margem como um objetivo principal das companhias.

“Os produtos podem precisar serem feitos sob medida, necessitando uma mudança na forma de lidar com a produção e a entrega. Muitas dessas mudanças seriam impossíveis nos sistemas de empresas utilizados atualmente”, diz Nick Castellina, diretor de pesquisas na Aberdeen.

Além disso, considere que a modernização é parte indispensável da estratégia dos grandes fabricantes: para modernizar e competir no mundo da indústria 4.0, você precisará iniciar melhorias em todas as operações, agilizando os seus processos para se tornar mais produtivo e melhorar a colaboração em toda a empresa e na cadeia de fornecimento.

O objetivo de tudo isso é produzir produtos e serviços que farão os seus clientes crescerem. Ao abordar a transformação digital da empresa em toda a empresa, você deve começar pensando no seu modelo de negócios.

Por exemplo, se você quiser prestar um serviço contínuo e suporte pós-venda para criar uma relação a longo prazo com o consumidor, será preciso pensar nos processos comerciais e de fabricação que podem ser introduzidos por meio de novas tecnologias para oferecer esses serviços.

“Um fabricante de pastilhas de freio de carros precisaria perguntar a si mesmo se quer apenas fabricar pastilhas de freio ou se quer também investir e criar relações com as concessionárias de automóveis, que lhe passarão dados sobre o desempenho contínuo das pastilhas Este tipo de dado seria uma informação valiosa, que permitiria que ele fabricasse um produto mais eficaz”, destaca Adrian.

Ele alerta que a transformação digital da empresa não vai acontece da noite para o dia e não se deve tentar fazê-la de uma só vez. Além disso, aconselha ainda que as empresas comecem fazendo ensaios incrementais para ver como mudar a empresa em si ou os processos de fabricação.

Mark Armstrong, é vice-presidente e diretor-executivo de operações internacionais na Progress, uma empresa global de desenvolvimento de aplicativos B2B, que trabalha para marcas como a Toyota, Coca Cola e mais de 90% das empresas da Fortune 500. Ele acredita que a transformação digital de empresas para a indústria 4.0 deve ser construída sobre alicerces sólidos e conduzida por uma clara liderança de diretores executivos.

Ele aconselha ainda que a sua empresa identifique as tecnologias que são mais críticas e invista nelas. “Não se trata de apenas investir em novas tecnologias, trata-se de investir nas tecnologias certas” explica.

No entanto, uma coisa é certa: a indústria 4.0 é construída com base em dados. Os fabricantes terão de instalar equipamentos em modelos antigos para coletar dados, aprender a analisá-los de forma eficaz e usar a sua percepção para orquestrar as operações futuras. “Para estar pronto para a indústria 4.0, você precisará introduzir sistemas que podem analisar automaticamente grandes conjuntos de dados para gerar informações significativas”, completa.

Como usar a nuvem para apoiar a transformação digital da sua empresa

A indústria 4.0 precisa ter dados acessíveis, conectados e disponíveis para produzir os novos processos e aplicativos para melhorar a sua empresa de fabricação – e isso é algo que a nuvem está perfeitamente configurada para fazer. Uma das melhores maneiras de tornar a sua empresa à prova do futuro é aumentar rapidamente a prestação de serviços – a nuvem oferece esta possibilidade de expansão.

Adrian diz que você deve procurar a nuvem, pois ela proporciona um enorme armazenamento de dados e conectividade onipresente, que você pode conectar aos produtos para obter percepções valiosas e conectar com clientes oferecendo suporte adicional.

“Ela oferece uma forma flexível e eficiente de conduzir os negócios que os fabricantes devem aproveitar, por exemplo, gerenciar cadeias de fornecimento de modo mais eficiente, acompanhar estoques e componentes. A nuvem também vai criar oportunidades para conectar fornecedores, parceiros e distribuidores uns com os outros, permitindo melhor compartilhamento de informações e maior eficiência”, diz.

Christian McMahon, CIO de transformação digital da consultoria Three 25, aconselha que você siga os exemplos de empresas que já passaram a usar as plataformas de computação das nuvens para acelerar as estratégias de transformação digital das suas empresas, ao invés de continuar usando os sistemas antigos estabelecidos de longa data.

Ele acredita que os diretores de informações devem aprender a rejeitar o medo do desconhecido, abraçando novas tecnologias, visando criar uma arquitetura que suporte os objetivos da transformação digital da empresa e que gere desempenho sem sacrificar a segurança.

“Como parte deste processo, eles devem ouvir muito mais todos os setores da organização e seus clientes; as pessoas estão pedindo recursos e funcionalidades que melhorem drasticamente a forma com a qual trabalham, aumentem a mobilidade e ajudem a empresa a ganhar uma vantagem na concorrência.

Essas expectativas aproveitam um mundo do consumidor disponível a todos de serviços altamente personalizados e com frequentes atualizações e isso permite que façam pressão no seu ambiente de trabalho. Isso significa que eles já não querem apenas “um novo sistema financeiro” ou uma “plataforma de GRC moderna”; eles querem uma solução sob medida que funcione de modo rápido e sem problemas com seus fluxos de trabalho, possibilitando que eles consigam trabalhar de forma mais eficaz em qualquer lugar e produzam melhores resultados mais rapidamente”, finaliza.

As empresas de hoje, como a Amazon, Microsoft e Salesforce estão na frente das outras quanto ao fornecimento de infraestrutura nas nuvens. Os aplicativos se tornaram separados da infraestrutura, o que por sua vez, alimentou uma proliferação de desenvolvedores de aplicativos.

Kieron McCann, diretor de estratégia da empresa de consultoria de tecnologia de marketing Cognifide, acredita que poderíamos ver um caminho semelhante surgir com a indústria 4.0. A capacidade de fabricação física poderia acabar se tornando separada dos elementos de propriedade intelectual do desenho do produto.

“Isso cria algumas possibilidades interessantes de fabricação nas nuvens, na qual a capacidade de produção física se torna disponível como um recurso utilitário, quer fisicamente localizado quer distribuído. Essas plataformas de fabricação se tornam recursos para qualquer projetista. A adição de impressão em 3D torna isto bem viável”, afirma.

Kent Eriksson é um consultor sênior de transformação digital de empresas na PTC, um fornecedor global de plataformas de tecnologia e soluções que procuram transformar o modo como as empresas criam, operam e constroem os serviços com a internet das coisas. Ele trabalha com clientes de empresas e parceiros para identificar e avaliar novas oportunidades de negócios da internet das coisas, desenvolver roteiros de programas e otimizar processos de empresas com sistemas e ferramentas da internet das coisas.

“A nuvem pode ser pública ou privada e é mais uma escolha de arquitetura dependendo da implementação. No geral, ela funciona bem entre as empresas e acredito que vamos ver muito desenvolvimento da tecnologia de hospedagem nas nuvens daqui em diante, visto que hoje as soluções de hospedagem não são todas iguais”, defende.

A melhor maneira de aproveitar é a construir um roteiro começando com o ambiente atual de informática. Defina uma abordagem clara de sistemas de engajamento baseado em uma plataforma inédita e passe para a nuvem num ritmo que seja eficiente em termos de custos, tenha um risco aceitável e não cause pequenos problemas operacionais.

“Ao separar os sistemas de engajamento dos sistemas de registros e sistemas de bens, os dois últimos podem até ser heterogêneos entre os sites. A abordagem também permite mudanças nos bens físicos e digitais ou nos sistemas no decorrer do tempo com menos risco para as operações”, finaliza.

Prepare sua empresa para o impacto da inteligência artificial

Kent acredita que a inteligência artificial é uma evolução natural da indústria 4.0, na qual as empresas estão conectadas e silos de dados estão sendo quebrados.

Por exemplo, se uma máquina industrial para de funcionar, ela não pode produzir – e ele acredita que as empresas vão conseguir aproveitar a detecção de anomalias através de algoritmos de aprendizado por computador – útil para os ciclos de operações que podem ser muito complexos.

“A detecção de anomalias é rápida e muitas vezes leva apenas alguns minutos. O computador continua a aprender, melhorando no decorrer do tempo e adaptando-se às mudanças ambientais. Você pode ser notificado se acontecer um desvio – ainda será necessário que uma pessoa faça a verificação, mas esta tecnologia pode provavelmente prevenir muitas avarias caras”, destaca Kent.

“Com a inteligência artificial, você também deve entender a manutenção preditiva – na qual a aprendizagem por computador presta informações sobre quanto tempo deve passar antes de uma avaria ser esperada e de que tipo será, permitindo que um técnico de manutenção traga o equipamento certo. A aprendizagem por computador também pode estar disponível para otimizar o planejamento de manutenção com base em urgência e capacidade dos recursos”, completa.

No futuro, a aprendizagem por computador poderia significar zero tempo de paralização não planejado. Por exemplo, a análise prescritiva poderia ver sistemas de inteligência artificial encomendando peças sobressalentes, otimizando os níveis de estoque de produtos consumíveis, encurtando prazos de execução e produção e aconselhando ou tomando providências que são necessárias.

“Acho que a nossa imaginação é o único limite para o que é possível – o desafio é implantar o suporte. Eu acredito em não negligenciar o simples. A detecção de anomalias é rápida de implementar, e um primeiro passo para a manutenção preditiva – um passo natural na evolução da inteligência artificial”, diz Kent.

5 dicas de transformação digital da empresa

A transformação digital da empresa não é de forma alguma um processo simples – afinal de contas, deve significar uma reinvenção das operações da companhia para que ela possa se beneficiar da tecnologia. Não será simples e não existem dois projetos de transformação digital de empresa que sejam iguais. No entanto, há algumas dicas gerais a seguir:

1. Monte a equipe perfeita
É importante que toda a sua equipe de diretores participe da transformação digital da empresa, juntamente com o assessor jurídico e os executivos de compras e contratação. Todos os participantes devem estar cientes das necessidades e prioridades uns dos outros e concentrados em levar a empresa para frente.

Diferentes líderes de linhas de negócios terão prioridades diferentes quando se trata de transformação digital da empresa. Poderá ajudar reuni-los em um ambiente de produção, mas certifique-se de que eles se lembrem que a prioridade é a boa condição e sucesso constante da empresa.

O ideal é que um líder de alto nível hierárquico na sua empresa seja identificado para assumir a responsabilidade pelo projeto de transformação digital da empresa, equilibrando as exigências dos funcionários, departamentos e, claro, dos acionistas. E se parecer que há uma lacuna de competências, preencha-a.

2. Tenha uma visão compartilhada
Embora a transformação digital da empresa possa ser conseguida através de uma série de projetos ou iniciativas, é preciso haver uma visão compartilhada desejada do que a sua organização está tentando fazer e como quer chegar lá – trata-se de uma mudança fundamental.

A transformação digital da empresa bem-sucedida afeta todos os elementos de uma organização, o que significa que cada departamento e seus funcionários devem participar e serem incluídos no processo. O seu departamento de recursos humanos terá um papel importante a desempenhar, porque os funcionários precisarão se adaptar às mudanças do local de trabalho.

3. Crie uma cultura de colaboração
Para algumas empresas, a transformação digital da empresa poderia significar a diferença entre concorrência e o colapso, mas deve-se lembrar que não nem tudo é sobre tecnologia – as empresas não podem se tornar mais eficientes, produtivas e inovadoras, a menos que esses três elementos estejam incorporados na sua cultura.

Também deve haver confiança e parceria entre os vários departamentos, com metas e equipes multifuncionais compartilhadas.

Você pode criar colaboração encontrando uma forma de fazer com que pessoas de setores separados da empresa trabalhem lado a lado e entendam os desafios e capacidades uns dos outros.

4. Pense em dados e inovação
A transformação digital da empresa não é possível sem dados, o que possibilita novas tecnologias e soluções. Os dados são o elemento no qual uma empresa pode ganhar as percepções de negócios importantes de valor prático e que tornam a inovação útil.

Isto talvez precise a absorção de novas competências através de recrutamento ou treinamento dos funcionários atuais. Atualmente, existe a necessidade que as pessoas se tornem pensadores quantitativos onde a medição é importante, mas somente quando os dados analisados puderem gerar ação.

5. Não tenha medo de experimentar
Cada empresa é diferente – há muitos tipos de transformação digital de empresas, dependendo das necessidades a curto e longo prazo. Em vez de pensar no sucesso de chegar até a meta, é melhor as empresas pensarem sobre pequenas iniciativas nas quais os comentários de avaliação podem ser rápidos.

Certifique-se de experimentar e avaliar com uma lente empresarial. E lembre-se de que a transformação digital da empresa é um processo que não termina – o ideal é que as empresas tenham a flexibilidade técnica de lidar com o que o mundo lança sobre elas.

Sage


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