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Semana Fiscal Federal (19/11/2018 a 23/11/2018)

Crédito do BNDES para máquinas e equipamentos sobe 90%

Os desembolsos do BNDES para o financiamento de máquinas e equipamentos aceleraram em julho, resultando numa alta de 10% dos desembolsos da Finame, linha de crédito para bens de capital, no acumulado dos sete primeiros meses do ano. Foram R$ 11 bilhões liberados nessa linha entre janeiro e julho por meio de mais de 38,5 mil operações. Somente em julho, a Finame desembolsou R$ 2,3 bilhões, o que representou um crescimento de quase 90% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O desembolso mensal da Finame vem acelerando desde maio, quando registrou a primeira alta (11%) na comparação com o mesmo mês do ano anterior desde setembro de 2014. Em junho, as liberações da Finame subiram 28% na comparação com junho do ano passado. A alta de 90% em julho confirma a tendência de aceleração.

No acumulado do ano até julho, a Finame aprovou outros R$ 12,6 bilhões, montante 35% acima dos R$ 9,3 bilhões registrados no mesmo período de 2016. As aprovações da Finame refletem os investimentos de curto prazo prestes a ingressar na economia, já que a contratação e o desembolso ocorrem, em média, em menos de duas semanas.

Capital de giro – A linha de financiamento de capital de giro BNDES Progeren alcançou a marca de R$ 4 bilhões desembolsados este ano, alta de 360% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado em 12 meses, a linha criada para suprir a carência de capital de curto prazo das empresas desembolsou R$ 5,8 bilhões, ajudando a preservar atividades e empregos em meio ao cenário econômico adverso. O montante é 224% maior do que o emprestado no período imediatamente anterior (entre agosto de 2015 e julho de 2016).

Dados agregados – Os desembolsos do BNDES nos sete primeiros meses deste ano somaram R$ 40,2 bilhões. Ainda refletindo o quadro econômico de baixa demanda por crédito para investimentos dos últimos dois anos, o resultado representa um recuo de 17% em relação ao registrado no mesmo período de 2016. Apenas em julho, o BNDES desembolsou R$ 6,7 bilhões, redução de 21% em relação ao mesmo mês de 2016.

É importante observar que os desembolsos retratam a demanda do passado, uma vez que a tramitação dos pedidos de financiamento direto ao BNDES apresentados como consultas pode levar mais de um ano nas fases de enquadramento, aprovação e contratação. Os sinais de recuperação da atividade econômica no país em meio à redução das expectativas de mercado para as taxas de juros no fim deste e do próximo ano com a inflação sob controle influenciam a decisão de investimento. Com isso, a expectativa é de recuperação gradual da demanda por recursos do BNDES até o fim do ano.

Nesse sentido, observa-se menor recuo nas consultas (-12%), que funcionam como o melhor termômetro das intenções de investimento por se tratar da etapa inicial da tramitação dos pedidos de empréstimos ao BNDES, em comparação com os enquadramentos (-14%), aprovações (-18%) e desembolsos (-17%). A Agropecuária sobressai com consultas no valor total de R$ 9,6 bilhões no acumulado deste ano até julho, alta de 15% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A demanda por crédito para investimento é ainda mais forte nas consultas dos segmentos industriais de Química e Petroquímica (61%) e Mecânica (37%).

MPMEs – A maior parte dos empréstimos liberados por meio da Finame e da BNDES Progeren foram para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Na linha para bens de capital, 61,1% do total desembolsado foi para esse segmento. Na de capital de giro, essa participação chegou a 84,2%. O desempenho das duas linhas, cujos créditos são repassados por agentes financeiros em operações indiretas, contribuiu para a manutenção de participação significativa de MPMEs no desembolso total do BNDES. De tudo o que foi emprestado pelo Banco nos sete primeiros meses de 2017, 40% foram para esse segmento, refletindo uma série de iniciativas para aumentar a capilaridade do crédito, como a criação do Canal do Desenvolvedor MPME.

Na distribuição regional, o volume de recursos liberados pelo BNDES para projetos no Centro-Oeste e no Nordeste aumentaram 16% e 15%, respectivamente. A retração dos desembolsos foi concentrada nas regiões Sudeste (-32%), Sul (-20%) e Norte (-12%).

Entre os setores, o de Agropecuária foi o único com expansão nos desembolsos, de 6%. Foram R$ 8,1 bilhões liberados nos primeiros sete meses do ano, refletindo os programas agrícolas do Governo Federal e a demanda por investimentos gerada pela safra recorde. No mesmo período, as liberações para Infraestrutura caíram 5% na comparação com janeiro a julho de 2016, mas houve forte expansão nos setores de Telecomunicações (88%) e Energia Elétrica (51%). Comércio e Serviços e Indústria tiveram retração mais severa: 17% e 41%, respectivamente.

Aprovações para Infraestrutura – O setor de Infraestrutura foi o destaque das aprovações do BNDES, com alta de 27% entre janeiro e julho na comparação com o mesmo período de 2016. Foram R$ 16,4 bilhões aprovados este ano. A maior influência foi do segmento de Energia Elétrica, que ficou com pouco mais de R$ 10 bilhões em projetos aprovados, alta de 173% na mesma comparação. O indicador de aprovações antecipa os investimentos que ainda vão ingressar na economia, uma vez que os desembolsos são feitos apenas após a fase de contratação do empréstimo e ao longo do desenvolvimento dos projetos.

Acesse o Boletim de Desempenho do BNDES.


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